Polícia deflagra operação contra rede clandestina de apostas que movimentou mais de R$ 734 milhões

A Polícia Civil do Distrito Federal, em conjunto com corporações de São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, iniciou na manhã desta quinta-feira a Operação Azzardo para combater uma organização criminosa que operava plataformas clandestinas de apostas online. De acordo com as investigações, o esquema movimentou aproximadamente R$ 734 milhões através de atividades ilegais. A ação envolveu cerca de 200 policiais civis que cumpriram 52 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades.
Os investigados são acusados de exploração de loteria não autorizada, estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa. As penas privativas de liberdade somadas podem variar de 11 anos e meio a 33 anos de prisão. A Justiça do Distrito Federal autorizou o bloqueio de R$ 3,483 bilhões em bens, atingindo 64 pessoas físicas e 120 empresas, além de suspender inscrições no CNPJ de 100 empresas e investigados.
As plataformas funcionavam sem qualquer autorização federal, sendo divulgadas através de redes sociais e aparecendo nos resultados de buscas do Google. Os valores apostados eram direcionados para mais de 100 contas bancárias abertas na fintech A55 Sociedade de Crédito, responsável por movimentar cerca de R$ 1 bilhão do total investigado. O delegado Paulo Pereira informou que apostadores abriram denúncias relatando não terem recebido ganhos e desconhecimento sobre a ilegalidade dos sites.
As investigações revelaram que as empresas receptoras dos pagamentos funcionavam como fachadas. Um exemplo citado foi uma padaria servindo como endereço registrado de uma dessas empresas. Em outro caso, uma residência humilde foi utilizada para fins cadastrais, com a moradora recebendo R$ 200 apenas para fornecer seus dados pessoais. A operação teve origem há cinco meses a partir de comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificando as plataformas ilegais.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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