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Presidente do Paraguai renuncia após colapso de banco digital que afetou milhões

Por Redação Portal Digital 06/11/2026 às 14:40 2 min de leitura

O presidente paraguaio Santiago Peña anunciou sua renúncia na quinta-feira enquanto a Câmara dos Deputados debatia a abertura de um processo de impeachment contra ele. A decisão ocorre em meio a uma grave crise bancária desencadeada pela intervenção do Banco Central Paraguaio no banco digital Ueno Bank. Peña justificou o abandono do cargo argumentando ser necessário preservar as instituições e garantir a estabilidade do país. Seu vice, Pedro Allana, assume a presidência.

A crise eclodiu na terça-feira e rapidamente se transformou em turbulência política. O Ueno Bank possuía aproximadamente 2,9 milhões de correntistas, representando cerca de 60% da população adulta do Paraguai, e após sua liquidação todos tiveram os depósitos congelados. Peña enfrentava pressão até mesmo de seu próprio partido, o Partido Colorado, que passou a cobrar sua saída. Mesmo com a renúncia, a Câmara aprovou por unanimidade o processo de impeachment, deixando para o Senado decidir se prossegue ou se perde efeito.

A ligação de Peña com a instituição agravou a crise: ele foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025. A oposição o responsabiliza também por ter nomeado um ex-dirigente do Ueno para presidir o Banco Central. O colapso da instituição administra pagamentos de pensões para milhares de aposentados e concentrava cerca de 30% dos depósitos de fundos públicos, estimados em 850 milhões de dólares.

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As consequências econômicas são severas. Dois em cada três pagamentos realizados pelas grandes redes varejistas do país dependiam de contas do Ueno Bank, levando comerciantes a alertar para uma possível semiparalisação do mercado. O Ministério Público paraguaio pediu a prisão de oito pessoas, incluindo o presidente do banco. Protestos nas ruas cobram punição aos responsáveis. O país conta com um fundo garantidor que pode reembolsar até 38 mil dólares por pessoa, cobrindo cerca de 97% dos depositantes, mas deixando desprotegida parcela significativa dos recursos.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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