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Polícia Federal investiga ameaças e ataques racistas contra deputada do Rio de Janeiro

Por Redação Portal Digital 04/11/2026 às 01:59 2 min de leitura
Polícia Federal investiga ameaças e ataques racistas contra deputada do Rio de Janeiro

A Polícia Federal iniciou investigação nesta terça-feira para apurar crimes de ameaça, injúria racial, racismo e violência política contra a deputada federal Talíria Petrone, do PSOL carioca. As investigações tiveram origem em agosto de 2026, quando a parlamentar recebeu mensagens eletrônicas contendo ameaças de morte com conteúdo racista e misógino, além do compartilhamento não autorizado de seus dados pessoais e de sua família.

A operação, denominada Mahin, cumpriu mandado de busca e apreensão em Teresópolis, no interior fluminense, expedido pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Durante as diligências, a PF identificou um suspeito de ser autor das mensagens, que já havia sido preso no município por envolvimento em outro crime. A instituição continua reunindo elementos para esclarecer as circunstâncias dos fatos e ampliar a apuração das condutas investigadas.

Em nota divulgada após a operação, Talíria Petrone destacou sua trajetória de dez anos na vida pública, marcada por constantes ameaças, incluindo um suposto plano de morte articulado por milícia carioca. A deputada enfatiza a necessidade de resposta estatal contra crimes de violência política de gênero e pede a continuidade das investigações com identificação e punição dos responsáveis. Ela ressalta que a falta de investigação adequada de ameaças cria espaço para que violências continuem ocorrendo, especialmente contra mulheres negras na política.

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A parlamentar citou em sua nota o caso da vereadora Marielle Franco, assassinada junto com seu motorista em março de 2018, como exemplo de crime que não pode ser naturalizado. Talíria defende que a presença de mulheres na política fortalece a democracia e pede que investigações rigorosas sejam realizadas para garantir segurança a quem exerce mandatos públicos no Brasil.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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