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Ministro da Saúde defende manutenção da proibição das apostas online no Brasil

Por Redação Portal Digital 04/11/2026 às 02:00 2 min de leitura
Ministro da Saúde defende manutenção da proibição das apostas online no Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou seu posicionamento favorável à continuidade da proibição das empresas que operam plataformas de apostas online durante audiência realizada no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira. O governo federal mantém a decisão de banir o funcionamento das bets, medida que gerou debate entre diferentes setores da sociedade.

Segundo Padilha, a preocupação central do governo está relacionada aos impactos negativos das apostas na saúde da população. O ministro ressaltou que pessoas podem desenvolver comportamentos viciosos em jogos, conhecido como ludopatia, e enfrentar situações extremas de endividamento que os levam a ideações suicidas. Ele defendeu que a manutenção da proibição é a única alternativa viável para evitar suicídios, dependência em jogos, violência familiar e outros danos sociais.

Padilha apresentou dados alarmantes durante a audiência: houve aumento de 200% na procura por atendimento no Sistema Único de Saúde relacionado aos malefícios causados pelas apostas online. Os números mostram ainda que 28 milhões de brasileiros realizaram apostas nos 12 meses anteriores ao banimento das plataformas, sendo que aproximadamente 11 milhões apresentavam padrões de risco ou comportamento problemático. O governo federal também registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de CPFs para bloquear acesso aos jogos, com 40% dos solicitantes afirmando não suportar mais a perda de controle financeiro.

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O ministro argumentou que nenhum país que legalizou as apostas online conseguiu reduzir o número de pessoas que procuram serviços de saúde por ludopatia ou diminuir a violência familiar relacionada ao tema. Para Padilha, o Brasil foi o primeiro país a ter coragem suficiente para proibir as bets de forma integral. A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos recursos apresentados pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, que solicitam a derrubada da medida provisória que vetou as apostas online.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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