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Especialistas alertam: Escudo das Américas usa combate ao tráfico como pretexto para barrar China

Por Redação Portal Digital 28/09/2026 às 07:03 2 min de leitura
Especialistas alertam: Escudo das Américas usa combate ao tráfico como pretexto para barrar China

Uma coalizão de 15 países das Américas, comandada pelos Estados Unidos, estaria usando o combate aos cartéis de drogas como justificativa para aumentar sua influência na região e frear o avanço econômico chinês. A avaliação é de especialistas em relações internacionais consultados pela Agência Brasil, entre eles o professor Danilo Enrico Martuscelli, da Universidade Federal de Uberlândia. Segundo os analistas, a iniciativa representa uma tentativa de anexação política e comercial dos países latino-americanos sob uma lógica de competição geopolítica com Pequim.

O Escudo das Américas, criado em março deste ano, anunciou nesta semana sua intenção de levar propostas de combate ao narcotráfico para a Organização dos Estados Americanos (OEA). Os países integrantes concordaram em classificar 24 grupos de traficantes como terroristas, incluindo organizações brasileiras como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. Contudo, especialistas questionam a coerência dessa política, lembrando que o próprio presidente Donald Trump concedeu indulto a Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras condenado a 45 anos por facilitar a importação de cocaína para os EUA.

Professores de relações internacionais alertam que o foco real da coalizão é legitimar a presença de tropas militares americanas na América Latina e pressionar países ainda não alinhados, como Brasil, México, Uruguai e Canadá. O documento divulgado pela coalizão mistura medidas antidrogas com cooperação econômica focada em minerais críticos usados na indústria de tecnologia e defesa, reforçando a tese de que a iniciativa visa proteger interesses comerciais norte-americanos frente à competição chinesa.

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O Brasil participa de forma cautelosa, mantendo cooperação internacional contra o crime organizado sem aderir formalmente ao Escudo das Américas. O governo brasileiro aguarda a apresentação da proposta à OEA para decidir se apoiará ou rejeitará uma possível resolução sobre o tema. Analistas apontam ainda que a coalizão pode ser usada para obrigar países a comprar equipamentos militares dos EUA, reduzindo sua autonomia na escolha de parceiros para compras de defesa.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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