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Economia

Economista do Plano Real culpa Banco Central por crise fiscal causada por juros altos

Por Redação Portal Digital 03/11/2026 às 01:20 2 min de leitura

Um dos criadores do Plano Real, o economista André Lara Resende, publicou artigo criticando duramente a política de juros do Banco Central. Segundo o especialista, a autarquia monetária mantém propositalmente a taxa Selic em 13,75% ao ano baseada em uma teoria econômica ultrapassada, o que provoca o rombo fiscal que a instituição diz combater. Resende questiona a narrativa divulgada pela grande imprensa e pelo mercado financeiro de que o problema das contas públicas está nos gastos primários do governo.

O professor destaca que o Brasil possui um dos menores déficits fiscais do mundo quando excluídos os juros da dívida. Nos últimos anos, o resultado primário foi apenas ligeiramente negativo, enquanto o déficit nominal, impulsionado pelos juros, aproxima-se de 10% do PIB. Resende enfatiza que nos últimos 12 meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento, equivalente a 8,9% do PIB, tornando-se a maior despesa estatal.

O Banco Central justifica os juros elevados pela necessidade de controlar a inflação e pelos déficits nas contas públicas. Contudo, Resende questiona essa tese, argumentando que a relação inversa entre desemprego e inflação não mais se sustenta empiricamente. Ele sugere que a redução dos juros causaria apenas um aumento transitório da inflação no curto prazo.

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Como solução, Resende propõe um novo regime fiscal e monetário para o Brasil, com metas de juros e inflação anunciadas conjuntamente para um período de quatro a cinco anos. Segundo sua proposta, o Banco Central manteria a taxa básica num intervalo entre a meta de inflação de 3% e a taxa de crescimento nominal potencial da economia. O economista também defende que o BC utilize suas reservas internacionais de mais de US$ 350 bilhões para intervir no mercado cambial e evitar depreciação do real.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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