Comércio em Pernambuco sente reflexos do término da Copa do Mundo

O comércio varejista brasileiro enfrentou uma queda de 0,8% entre junho e julho, movimento que especialistas atribuem aos efeitos do encerramento da Copa do Mundo. O resultado representa uma desaceleração significativa do setor, com o desempenho acumulado em 12 meses caindo para 1,6%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A análise dos números revela um padrão claro: consumidores concentraram suas compras nos meses anteriores ao evento esportivo, particularmente em maio. Setores como móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros e papelaria (-4,2%) e vestuário (-2,7%) apresentaram as quedas mais expressivas, reflexo direto do boom de vendas de televisores e álbuns de figurinhas que ocorreu antes da competição. Conforme explicou o analista responsável pela pesquisa, quando o evento terminou, a demanda por esses produtos naturalmente desacelerou.
Dos oito segmentos analisados, cinco registraram retração no período. Apenas artigos farmacêuticos e de perfumaria, além de equipamentos de informática e combustíveis, mantiveram variações positivas. No comércio ampliado, que inclui atacado, houve um resultado ligeiramente melhor, com crescimento de 0,4% e variação de 1,2% acumulada em 12 meses.
Apesar dos desafios do mês, o comércio brasileiro permanece 10,6% acima dos níveis anteriores à pandemia de covid-19, registrados em fevereiro de 2020. Os indicadores gerais da economia mostram que o setor de serviços manteve-se estável em julho, enquanto a indústria apresentou crescimento modesto de 0,2%.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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