Brasil expande área de exploração de petróleo na Margem Equatorial com reconhecimento da ONU

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta sexta-feira a ampliação da Margem Equatorial com a inclusão de 11 novos setores exploratórios. A medida soma 380 mil quilômetros quadrados de novas áreas e está fundamentada em uma decisão da Organização das Nações Unidas que expandiu a plataforma continental brasileira. Os 11 setores compreendem 501 blocos de exploração e ocupam uma extensão equivalente ao estado de Mato Grosso do Sul ou ao país da Alemanha.
Os novos setores estão distribuídos nas bacias de Barreirinhas, Ceará, Foz do Amazonas, Potiguar e Pará-Maranhão, localizados em profundidades superiores a 3 mil metros. A Margem Equatorial é considerada a nova fronteira promissora para produção de petróleo e gás natural no Brasil, comparada ao pré-sal. Recentemente, a Petrobras anunciou uma segunda descoberta significativa na bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, reforçando o potencial da região.
A expansão ocorre em um momento estratégico para o país. O setor de exploração prevê que as reservas do pré-sal podem entrar em declínio a partir de meados da década de 2030, tornando a Margem Equatorial fundamental para manter a reposição de reservas brasileiras. Os blocos não serão incluídos automaticamente em leilões e dependerão de análise específica conforme procedimentos regulatórios da ANP e de outros órgãos.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis celebrou a expansão como um passo estratégico para a segurança energética do país. Seu diretor de Exploração e Produção destacou que a medida possibilita à indústria buscar novas áreas e avançar no conhecimento geológico. Pesquisadores ressaltam a importância de que a nova fronteira seja tratada como estratégica, fortalecendo a Petrobras e vinculando a exploração a uma estratégia de desenvolvimento nacional de longo prazo, garantindo que os recursos gerados beneficiem o Estado em iniciativas de adaptação climática e redução das desigualdades.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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