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Milhões de famílias de baixa renda precisam atualizar cadastro para manter desconto na energia

Por Redação Portal Digital 06/11/2026 às 02:39 2 min de leitura
Milhões de famílias de baixa renda precisam atualizar cadastro para manter desconto na energia

Um contingente superior a 2,4 milhões de domicílios de famílias de baixa renda enfrenta o risco de perder o acesso aos descontos oferecidos pelo Programa Tarifa Social de Energia Elétrica. O alerta vem de um estudo realizado pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica junto aos quatro maiores grupos do setor. O prazo para regularizar a situação encerra no dia 31 de dezembro, caso contrário, as famílias ficarão impedidas de continuar usufruindo do benefício.

Atualmente, cerca de 16 milhões de lares em todo o país são alcançados pela Tarifa Social, que garante descontos de até 100% na fatura de eletricidade. Para consumidores que utilizam até 80 quilowatt-hora mensais, a isenção é total, embora ainda haja cobranças relativas a impostos e iluminação pública. O programa é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais com renda máxima de meio salário mínimo por pessoa.

Os principais obstáculos para manter o benefício envolvem divergências entre o cadastro social federal e os dados registrados nas distribuidoras. Em Pernambuco, a Neoenergia aponta 165,6 mil clientes em situação de risco, enquanto a Enel identifica 175 mil no Rio de Janeiro e mais de 180 mil em São Paulo. Para resolver essas inconsistências, as famílias precisam realizar a troca de titularidade junto à distribuidora de sua região ou atualizar o registro em um Centro de Referência de Assistência Social.

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Além daqueles que correm risco de perder o subsídio, aproximadamente 3,2 milhões de residências de baixa renda ainda não constam no Cadastro Único e poderiam ser beneficiadas pelo programa caso fizessem a inscrição. Segundo dados das distribuidoras, a maioria dessas famílias está localizada no Pará, Maranhão e Goiás. As empresas de distribuição de energia têm realizado buscas ativas para conscientizar os clientes, utilizando canais como WhatsApp, e-mail e visitas de agentes comerciais.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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