Brasil prioriza 27 minerais críticos para atrair investimentos e reduzir dependência externa

O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos aprovou nesta quinta-feira uma relação com 27 minerais que guiarão as políticas públicas e investimentos federais nos próximos anos. Os minerais foram classificados em três níveis de prioridade – alta, média e baixa – considerando fatores como riscos geopolíticos, concentração de fornecimento mundial, possibilidade de substituição, posição do Brasil na cadeia produtiva e dependência tecnológica em relação a outros países.
Na categoria de alta prioridade estão grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, terras raras, manganês, silício e urânio. Esses minerais são fundamentais para a produção de baterias de veículos elétricos, ímãs permanentes e sistemas de armazenamento de energia – segmentos em expansão no mercado global. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de grafita, a terceira de níquel e a quarta de manganês, posicionando o país como potencial protagonista nesse setor.
A iniciativa faz parte da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada em setembro, que prevê investimentos de até R$ 7 bilhões em projetos de processamento e transformação. O objetivo é romper com o modelo tradicional que mantém o país como exportador de minérios brutos, agregando valor localmente através da industrialização. O presidente Lula destacou a importância de parcerias internacionais no processo, evitando que o Estado seja o único executor da exploração e transformação dessas riquezas.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reforçou que durante décadas o Brasil exportou matérias-primas brutas enquanto importava produtos manufaturados com valor agregado. A nova estratégia busca reverter esse cenário e posicionar o país como um ator relevante na cadeia de minerais críticos. A lista não é definitiva e poderá receber novas inclusões conforme os critérios estabelecidos forem reavaliados.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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