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Vacinação contra HPV reduz drasticamente casos de lesões pré-cancerígenas em adolescentes

Por Redação Portal Digital 20/10/2026 às 07:49 2 min de leitura
Vacinação contra HPV reduz drasticamente casos de lesões pré-cancerígenas em adolescentes

A estratégia de vacinação contra o HPV implementada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está gerando resultados expressivos na prevenção de lesões pré-cancerígenas em adolescentes. Segundo pesquisa divulgada na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, o número de consultas por essas lesões no colo do útero caiu quase 78% desde que o programa de imunização começou, comprovando a eficácia do imunizante na proteção contra o vírus do papilomavírus humano.

Os números revelam essa transformação de forma contundente. Em 2015, logo após o início da vacinação em 2014, foram registradas 603 consultas de adolescentes entre 15 e 19 anos por causa da doença. Esse índice despencou para 299 em 2019 e chegou a apenas 136 em 2023. Quando se observa a taxa a cada 100 mil adolescentes, o declínio é ainda mais significativo: passou de 7,1 em 2015 para 1,8 em 2023. Pesquisadores destacam que essa faixa etária foi a única a registrar quedas tão expressivas, coincidindo precisamente com o público vacinado em massa pelo SUS.

Os cálculos dos pesquisadores indicam que entre 2011 e 2019, aproximadamente 5 mil casos de lesões de alto grau foram evitados graças à vacinação. Se o SUS não oferecesse a vacina, haveria 7.688 primeiras consultas no período analisado, mas o total real ficou em 2.620. O papilomavírus humano é o principal causador do câncer de colo do útero, terceiro tipo mais frequente entre mulheres no Brasil, com cerca de 19 mil novos diagnósticos e 7 mil óbitos registrados anualmente.

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Apesar dos avanços expressivos, especialistas alertam que a manutenção desses resultados depende da preservação de altas coberturas vacinais e do resgate de adolescentes que não se vacinaram na idade adequada. O Ministério da Saúde mantém campanhas de imunização para jovens de até 19 anos e oferece a vacina também para grupos vulneráveis. Atualmente, a vacinação é aplicada entre os 9 e 14 anos, abrangendo meninas e meninos desde 2017.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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