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Saúde

Brasil registra uma morte por doença cardiovascular a cada 72 segundos

Por Redação Portal Digital 18/10/2026 às 06:19 2 min de leitura
Brasil registra uma morte por doença cardiovascular a cada 72 segundos

O Brasil enfrenta um cenário preocupante quando o assunto é saúde do coração. A cada pouco mais de um minuto, uma pessoa morre vítima de alguma doença cardiovascular no país. Até meados de outubro deste ano, o total de óbitos já ultrapassava 318 mil, conforme informações do Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia que acaba de ser integrada a uma nova plataforma de monitoramento. Isso representa uma média de cerca de 1.194 mortes diárias, ou aproximadamente 50 óbitos a cada hora.

A nova plataforma, batizada de Hub de Doenças Cardiovasculares, foi apresentada durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia e é resultado de uma parceria entre a entidade e a Federação Mundial do Coração. O sistema utiliza dados oficiais do Ministério da Saúde e projeções epidemiológicas internacionais para oferecer um panorama completo sobre a mortalidade cardiovascular. Através dele, é possível acessar informações históricas desde 2000 e estimativas para os próximos anos, além de comparar indicadores entre estados, sexo e faixas etárias.

As projeções indicam uma trajetória preocupante para o Brasil. Se as tendências dos últimos 20 anos se mantiverem, o país pode registrar um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, saltando de 417 mil para mais de 462 mil óbitos anuais. Contudo, conforme ressalta Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, esse cenário pode ser alterado com mudanças significativas nas políticas de prevenção e ampliação do acesso ao tratamento. Dados recentes mostram que investimentos nessas áreas já produziram resultados: a taxa de mortalidade caiu 36% entre 2000 e 2024.

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Os especialistas apontam que ações de controle da hipertensão, combate ao diabetes, redução do tabagismo, combate à obesidade e sedentarismo, além do atendimento rápido em casos de infarto e acidente vascular cerebral, são fundamentais para reverter esse quadro. Geograficamente, estados como Alagoas apresentam as maiores taxas de mortalidade cardiovascular do país, seguidos pelo Amapá e Mato Grosso do Sul. A plataforma coloca à disposição de pesquisadores, gestores e profissionais de saúde ferramentas para melhor compreender e enfrentar esse desafio de saúde pública.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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