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Partido de extrema direita consegue primeira vitória em eleição estadual alemã desde a Segunda Guerra

Por Redação Portal Digital 07/09/2026 às 08:36 2 min de leitura
Partido de extrema direita consegue primeira vitória em eleição estadual alemã desde a Segunda Guerra

A Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou o primeiro lugar nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt no domingo, marcando um momento histórico para a legenda de extrema direita. Com 44% dos votos, segundo pesquisas de boca de urna, o partido desferiu uma derrota significativa aos conservadores do chanceler Friedrich Merz e se aproxima da possibilidade de assumir o poder em nível estadual pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Embora não tenha alcançado maioria absoluta, o resultado reflete o crescimento da insatisfação com a coalizão governista, em um cenário político fragmentado na Alemanha.

O candidato-líder da AfD na região, Ulrich Siegmund, descreveu o resultado como histórico e afirmou que o povo deixou claro seu desejo por mudança política. A participação eleitoral foi elevada, atingindo 77%. A vitória ganhou repercussão internacional, com o presidente dos EUA Donald Trump compartilhando o resultado sem comentários, enquanto líderes de extrema direita europeus a celebraram como um mandato para transformações políticas.

Para o chanceler Merz, o resultado representa um revés considerável. Pesquisas indicam que 87% dos eleitores do estado estão insatisfeitos com o governo federal. A aprovação pessoal de Merz caiu a patamares historicamente baixos, afetada por suas propostas de reformas econômicas e por gafes em sua comunicação. Economistas apontam que a eleição funcionou como um voto de desconfiança no governo central.

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Em nível nacional, a AfD é atualmente o partido mais popular da Alemanha, com 28% das intenções de voto, superando significativamente os conservadores de Merz, que marcam 20%. Desde sua fundação em 2013, a sigla avançou rapidamente. Seu programa inclui restrições rigorosas à imigração, reaproximação com a Rússia, corte de apoio à Ucrânia e saída do euro. A questão de como formar um governo no estado permanecia em aberto, já que todos os principais partidos alemães recusam colaboração com a AfD, classificada como extremista de direita pela inteligência interna do país.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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