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Campanha de Lula pede Cassação de Flávio Bolsonaro por Atuação da Meta

Por Redação Portal Digital 22/10/2026 às 08:43 4 min de leitura
Campanha de Lula pede Cassação de Flávio Bolsonaro por Atuação da Meta

A cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro foi solicitada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O recurso, apresentado na quarta-feira (21), acusa o senador de suposto abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. A alegação envolve possíveis interferências da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, na distribuição de conteúdos eleitorais.

O pedido foi protocolado às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). A campanha de Lula afirma que eventuais restrições nas plataformas digitais podem ter prejudicado a divulgação de suas mensagens.

Até o momento, as acusações apresentadas pelas campanhas devem ser tratadas como alegações, e não como irregularidades comprovadas.

O que a campanha de Lula alega contra a Meta?

Segundo o recurso, a campanha presidencial questiona uma possível manipulação algorítmica que teria afetado a distribuição de conteúdos relacionados ao atual presidente. A equipe de Lula sustenta que a situação pode configurar interferência no processo eleitoral.

A Meta, por sua vez, nega ter favorecido uma candidatura em detrimento da outra. A empresa afirma cumprir as determinações da Justiça Eleitoral para assegurar tratamento igualitário às campanhas.

Apesar disso, a companhia reconheceu a existência de falhas atribuídas a problemas técnicos. Conforme as informações divulgadas, a empresa afirmou que esses problemas não teriam ocorrido exclusivamente no Brasil.

O debate envolve a transparência das plataformas digitais e a capacidade de corrigir rapidamente eventuais falhas durante o período eleitoral.

TSE analisa alegações envolvendo as campanhas

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu o pedido de Lula e deu prazo de 24 horas para que o Ministério Público Eleitoral se manifeste sobre as alegações relacionadas à Meta.

O caso ocorre em um cenário de disputa acirrada. Na primeira votação, Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos, enquanto Lula alcançou 45%, segundo os números apresentados na reportagem original.

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Além disso, os dois candidatos recorreram à Justiça Eleitoral com questionamentos sobre a atuação de seus adversários.

Flávio Bolsonaro também pede cassação de Lula

Na terça-feira (20), a campanha de Flávio Bolsonaro apresentou um recurso ao TSE solicitando a cassação da candidatura de Lula. A acusação envolve uma suposta divulgação em massa de ações governamentais por meio de uma conta institucional no WhatsApp durante o período eleitoral.

Assim, as duas campanhas passaram a disputar também no campo jurídico, com acusações que ainda dependem da análise das autoridades competentes.

Especialistas da ONU manifestam preocupação

O caso também ganhou repercussão internacional. Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu que a Meta proteja a expressão política no Brasil e avalie se houve atuação desproporcional contra algum candidato.

A manifestação citada na reportagem não identificou nominalmente o político que poderia ter sido prejudicado.

Enquanto isso, a campanha de Lula ampliou sua estratégia de comunicação digital. O presidente informou ter adquirido um celular e destacou o uso do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que reúne mais de sete milhões de seguidores, como parte da mobilização eleitoral.

Pesquisas mostram disputa apertada no segundo turno

A disputa presidencial segue equilibrada nas pesquisas mencionadas na reportagem. Levantamento da Quaest divulgado na quarta-feira (21) apontou Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto para o segundo turno.

O levantamento também indicou aumento no número de eleitores indecisos após o debate televisivo realizado pela Band.

A análise dos pedidos apresentados ao TSE e das alegações envolvendo as plataformas digitais poderá acrescentar novos desdobramentos à reta final da eleição. Até que haja decisões definitivas, é importante distinguir as acusações feitas pelas campanhas dos fatos reconhecidos oficialmente pela Justiça Eleitoral.

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