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Ministros do STF divergem sobre acesso aos dados do celular de Vorcaro antes de julgamento

Por Redação Portal Digital 12/09/2026 às 11:31 2 min de leitura
Ministros do STF divergem sobre acesso aos dados do celular de Vorcaro antes de julgamento

O ministro Gilmar Mendes encaminhou ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, solicitando que medidas urgentes sejam adotadas para garantir aos magistrados que votarão no caso acesso completo aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. A ação reforça pedido anterior do ministro Cristiano Zanin e sugere que a Polícia Federal seja acionada para disponibilizar cópias do material aos gabinetes dos ministros caso o relator André Mendonça não o faça.

Gilmar argumenta que a distribuição igualitária das informações é essencial para garantir paridade entre os integrantes do tribunal. Conforme o decano, o acesso desigual ao conteúdo comprometeria a análise equilibrada do caso, impedindo que cada ministro forme sua convicção jurídica baseado no conjunto completo de evidências, e não em resumos parciais. O argumento ganhou apoio de Alexandre de Moraes, que acusou Mendonça de realizar levantamento seletivo do sigilo.

Mendonça, por sua vez, informou que não detém o aparelho original, que permanece sob custódia da Polícia Federal. O relator afirmou possuir apenas uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, mantida lacrada como contraprova, e nunca ter manuseado o material. Ele alegou ainda que a divulgação integral dos dados poderia prejudicar investigações em andamento. Conforme Mendonça, a defesa de Vorcaro já teve acesso à íntegra das informações, descartando acusações de desigualdade.

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O julgamento ocorrerá terça-feira e analisará a validade de um relatório da Polícia Federal baseado no conteúdo do celular de Vorcaro, que identificou mensagens trocadas com Moraes. Gilmar também pediu a reunião de processos relacionados e sugeriu análise de questões preliminares antes do mérito, incluindo pedido da Procuradoria-Geral da República pela nulidade do relatório da PF. O acesso às informações tornou-se um dos principais pontos de conflito interno na Corte antes da sessão.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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