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Flávio Bolsonaro agradece Milei e Trump após deixar o Brasil

Por Redação Portal Digital 29/10/2026 às 11:51 2 min de leitura
Flávio Bolsonaro agradece Milei e Trump após deixar o Brasil

O senador Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições presidenciais, publicou uma carta dirigida aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos, agradecendo o apoio para sair do Brasil. O documento foi divulgado após sua chegada em Miami na quarta-feira pela manhã, acompanhado da esposa e duas filhas. A família cruzou a fronteira argentino-brasileira na terça-feira e seguiu viagem por Equador antes de chegar aos Estados Unidos.

Na carta, Flávio afirma sem apresentar provas que as eleições brasileiras foram fraudadas e critica decisões do Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, o documento trazia a expressão “verdadeiro presidente eleito do país”, posteriormente alterada para “líder do Brasil”. O texto também continha irregularidades visuais, como um brasão com a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nomenclatura desatualizada desde 1967. Flávio anunciou que liderará a oposição a partir dos Estados Unidos, assumindo riscos que parlamentares do seu partido não poderiam correr.

O senador é investigado em dois inquéritos no Supremo por suspeita de lavagem de dinheiro via plataformas de apostas e pelo financiamento de um filme sobre seu pai. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado a apreensão de seus passaportes a pedido da Polícia Federal, que alertava sobre riscos de fuga. Flávio perdeu a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, com diferença de aproximadamente 5 milhões de votos.

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A decisão do governo Trump de conceder visto a Flávio gerou crítica do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados americana, ligado aos democratas, que destacou a disparidade entre a política migratória restritiva para refugiados de conflitos internacionais e o tratamento oferecido à família Bolsonaro. O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal alertou sobre a necessidade de contextualizar adequadamente as declarações do senador, ressaltando que negociações com governos estrangeiros para desestabilização nacional podem configurar crime.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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