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CVM condena ex-banqueiro e Banco Master por fraude em fundo imobiliário

Por Redação Portal Digital 08/09/2026 às 21:01 2 min de leitura
CVM condena ex-banqueiro e Banco Master por fraude em fundo imobiliário

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao pagamento de R$ 20 milhões por participação em operação fraudulenta envolvendo o fundo imobiliário Brazil Realty. A decisão foi unânime e ocorreu nesta terça-feira (8), na sede da autarquia, no Rio de Janeiro. O Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central, recebeu penalidade de R$ 12,5 milhões. No total, 16 pessoas e empresas foram condenadas, resultando em multas que somam R$ 201 milhões.

A investigação, iniciada em 2020, apontou irregularidades graves na estrutura do fundo. Segundo a acusação analisada pela CVM, imóveis e outros ativos foram sobreavaliados quando integrados à composição do fundo. Os laudos utilizados para determinar os valores dos bens apresentavam problemas, e a documentação relacionada às integralizações na terceira emissão de cotas, que captou R$ 139,1 milhões principalmente em ativos físicos, continha irregularidades.

O esquema fraudulento também envolveu a criação de liquidez artificial nas operações de mercado secundário. A empresa Entre Investimentos realizou aproximadamente 177 operações, movimentando cerca de R$ 351 milhões em compras e R$ 358 milhões em vendas. Essas transações permitiam que investidores adquirissem cotas com base em valores artificialmente elevados. A CVM identificou R$ 5,8 milhões em prejuízos diretos para investidores, incluindo fundos de previdência de servidores públicos.

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Além de Vorcaro, foram condenados seu pai Henrique Moura Vorcaro, seu primo Felipe Cançado Vorcaro, a Viking Participações, a Entre Investimentos e outras pessoas e empresas envolvidas. As multas individuais variaram entre R$ 5 milhões e R$ 24 milhões. Três ex-diretores da Sefer Investimentos foram absolvidos. Os condenados podem recorrer da decisão ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. A defesa de Vorcaro contestou a condenação, argumentando falta de provas individualizadas de conduta fraudulenta.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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