A dívida pública federal encerrou julho em R$ 9,288 trilhões, registrando crescimento de 0,22% em relação a junho, quando atingiu R$ 9,268 trilhões. O aumento foi impulsionado principalmente pela incorporação de juros ao estoque da dívida, já que a Taxa Selic permanece elevada em 14% ao ano. Apesar do crescimento, o endividamento mantém-se abaixo das projeções iniciais do governo.
O Tesouro Nacional resgatou R$ 61,91 bilhões em títulos acima do que emitiu durante o mês, resultado do vencimento de papéis prefixados. Porém, a apropriação de R$ 89,95 bilhões em juros anulou esse efeito positivo e pressionou o aumento da dívida. A dívida mobiliária interna, aquela lastreada em títulos, avançou 0,31%, chegando a R$ 8,948 trilhões, enquanto a dívida externa caiu 2,12%, passando para R$ 340,06 bilhões, beneficiada pela desvalorização do dólar no período.
A composição da dívida sofreu alterações significativas. Os títulos vinculados à Selic aumentaram sua participação de 49,32% para 51,11%, refletindo a atratividade gerada pelos altos juros. Os papéis prefixados recuaram de 21,04% para 19,22%, enquanto os títulos corrigidos pela inflação e vinculados ao câmbio sofreram variações pequenas. Conforme revisão do Plano Anual de Financiamento apresentada esta semana, a dívida deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Um ponto positivo foi a expansão do colchão de reservas financeiras, que atingiu R$ 1,346 trilhão—o maior desde 2015. Essa reserva cobre atualmente 7,81 meses de vencimentos da dívida pública e oferece proteção em momentos de turbulência nos mercados. O prazo médio para renovação da dívida passou de 4,01 para 4,05 anos, indicando confiança dos investidores. Nos próximos 12 meses, estão previstos vencimentos de R$ 1,76 trilhão em títulos federais.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.








