Anistia Internacional aponta fragilidades do Facebook em barrar desinformação eleitoral

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A Anistia Internacional Brasil divulgou nesta terça-feira um estudo que revela problemas no sistema de filtros do Facebook para detectar anúncios com desinformação eleitoral. O levantamento foi realizado quando faltavam 40 dias para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A organização enviou 15 anúncios pagos à plataforma, dirigidos ao público brasileiro em idade de votar a partir de 16 anos, dos quais 14 continham informações falsas de caráter proposital.

Dos anúncios testados, oito foram aprovados para publicação, demonstrando falhas significativas nos mecanismos de moderação. Os conteúdos enganosos se enquadraram em três categorias: deslegitimação do processo eleitoral, construção de inimigos políticos e instituições como ameaças, além de defesa do autoritarismo como solução para problemas de segurança. Um dos exemplos aprovados defendia uma “revolução militar” caso menos de 50% da população votasse — informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral em diversas ocasiões.

Para a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, o fato de mais da metade dos anúncios de desinformação não terem sido detectados é “profundamente alarmante”. Ela critica a Meta por não fazer o suficiente para impedir que sua plataforma se torne um instrumento de propagação de falsidades enquanto continua lucrando com publicidade. A empresa auferiu mais de 97% de seus 60 bilhões de dólares em receita no segundo trimestre de 2026 a partir de anúncios.

A Meta respondeu aos achados afirmando que o teste da ONG se baseou em “amostra muito pequena” de anúncios que nunca foram publicados. A empresa ressaltou que possui múltiplas camadas de análise e continua investindo recursos para proteger as eleições de 2026 no Brasil. Segundo a legislação eleitoral brasileira, as plataformas têm obrigação legal de adotar medidas para impedir a circulação de informações falsas que comprometam a integridade do processo eleitoral, sem necessidade de ordem judicial.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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