Rio de Janeiro elimina mais de 6 mil cargos comissionados e projeta economia de R$ 221 milhões

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O governo do Estado do Rio de Janeiro intensificou seu processo de enxugamento da máquina administrativa ao exonerar 6.145 servidores comissionados até agosto, de um total de 14.340 cargos desse tipo registrados em março. A medida faz parte de uma estratégia de reorganização orçamentária que deve resultar em economia de R$ 221 milhões até o final do ano.

Muitos dos servidores desligados eram considerados comissionados fantasmas, pois não possuíam acesso aos sistemas estaduais como o SEI e compareciam apenas mensalmente para registrar ponto. A auditoria realizada pelo Gabinete de Segurança Institucional e pela Controladoria Geral do Estado identificou essas irregularidades e continuará analisando outras áreas para novas exonerações.

A gestão estadual também reorganizou a estrutura administrativa ao reduzir o número de secretarias de 32 para 28 através de fusões de pastas. As novas nomeações realizadas desde março, que somam 2.496, privilegiaram servidores efetivos e passaram por avaliação rigorosa do Gabinete de Segurança Institucional, tendo como critério principal a preservação dos recursos públicos e eficiência.

As medidas ocorrem sob comando do desembargador Ricardo Couto, que assumiu a gestão interina em 23 de março após a renúncia do governador Cláudio Castro para concorrer ao Senado. Castro foi posteriormente declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral por oito anos.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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