O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma busca e apreensão contra a fonte de um jornalista em uma investigação relacionada a reportagens sobre o uso de carros oficiais por Flávio Dino e familiares no Maranhão.
O alvo da medida é Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e delegado aposentado da Polícia Federal. Segundo a defesa, Cutrim foi apontado como fonte das informações utilizadas pelo jornalista Luís Pablo nas reportagens.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal e, de acordo com a assessoria do STF, contou com aval da Procuradoria-Geral da República.
Busca e apreensão mira fonte de jornalista
Segundo o advogado José Berilo de Freitas Leite, a decisão teria apontado que informações obtidas a partir da análise dos aparelhos telefônicos do jornalista levaram à identificação de Cutrim como fonte das reportagens.
Além de Cutrim, o advogado do jornalista também foi alvo de busca e apreensão. A defesa afirma que ainda não teve acesso integral aos processos relacionados às operações.
O caso teve origem em reportagens de Luís Pablo que questionavam o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino e seus familiares.
Defesa questiona investigação
Em nota, a defesa de Cutrim afirmou que as denúncias relacionadas ao uso dos veículos oficiais não teriam sido apuradas. O advogado também classificou Raimundo Cutrim como fonte jornalística do jornalista.
A investigação ocorre em meio a disputas políticas no Maranhão. Cutrim é adversário político de Flávio Dino e já ocupou cargos públicos no estado.
Segundo informações divulgadas, Cutrim está preso sob acusação de obstrução de uma investigação de homicídio envolvendo um parente. Ele nega a acusação.
Flávio Dino e jornalista apresentam versões diferentes
Aliados de Flávio Dino afirmam que o veículo particular utilizado pelo ministro estaria sendo seguido e, por isso, não se trataria de utilização de carros oficiais.
Também foi apresentada a alegação de que o jornalista teria cobrado R$ 100 mil para publicar as reportagens.
Luís Pablo negou as acusações, afirmou que nunca seguiu o carro do ministro ou de familiares e sustentou que o uso de veículos oficiais seria um fato comprovado.
O jornalista também negou ter recebido dinheiro para publicar reportagens contra Flávio Dino.
Investigação segue
A assessoria do STF confirmou a existência da medida, enquanto a CNN informou que aguardava um posicionamento oficial sobre o caso.
Até o momento, as versões apresentadas pelas partes permanecem divergentes. A investigação deverá esclarecer a origem das informações utilizadas nas reportagens e os fatos relacionados às acusações apresentadas.







