Petrolina e logística ganham destaque no Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), lançado pelo Governo Federal nesta quarta-feira (12). O documento estabelece diretrizes para os investimentos em infraestrutura do país até 2050 e coloca a cidade pernambucana em uma posição estratégica na integração de diferentes modais de transporte.
O plano contempla projetos nos setores rodoviário, ferroviário, aquaviário, hidroviário e aeroportuário. Entre as principais novidades está a criação de um eixo voltado à Hidrovia do São Francisco, com Petrolina como um dos principais pontos de conexão.
Petrolina e logística: integração entre ferrovia e hidrovia
O PNL 2050 criou o Eixo Intermodal nº 2 — Hidrovia do São Francisco. A proposta prevê a consolidação da hidrovia entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA)/Petrolina (PE), além da implantação de terminais portuários em Petrolina.
O projeto também prevê a ampliação da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) entre Salvador e Petrolina e a construção da ligação ferroviária entre Petrolina e Salgueiro.
Na prática, a proposta pode transformar Petrolina em um importante ponto de conexão logística. Cargas transportadas pelo Rio São Francisco poderiam chegar à cidade e, posteriormente, seguir por ferrovia até Salgueiro.
De lá, haveria conexão com a Transnordestina, permitindo o acesso ao corredor em direção ao Porto do Pecém. Caso o trecho entre Salgueiro e Suape seja implantado, também poderá existir ligação com o complexo portuário pernambucano.
Transnordestina terá novo corredor pelo litoral
Outro projeto previsto no plano é a ampliação da Transnordestina pela costa nordestina, utilizando bitola larga.
A proposta cria um corredor ferroviário entre seis capitais, de Salvador a Natal. Um segundo trecho também está previsto entre Natal e Macau, no Rio Grande do Norte.
Com isso, o planejamento busca conectar diferentes centros econômicos do Nordeste e ampliar as alternativas para transporte de cargas na região.
Investimentos ainda dependem de definição
Segundo o Ministério dos Transportes, o PNL 2050 tem potencial para mobilizar R$ 1,225 trilhão até 2050. Entretanto, o documento não apresenta detalhes sobre valores específicos, fontes de financiamento ou cronogramas para todos os novos projetos.
Por isso, o plano funciona como um mapa de prioridades, e não como um calendário definitivo de obras.
Além da infraestrutura logística, o cenário pernambucano também reúne novos projetos empresariais. Em Suape, por exemplo, a Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, planeja um terminal de gás natural liquefeito e uma usina termelétrica de grande porte.
No setor de eventos, o Recife receberá, em 20 de agosto, o Senior Roadshow RE | LOG, voltado ao segmento de logística.







