A Transnordestina em Pernambuco volta ao centro das atenções nesta quarta-feira (15), quando o Tribunal de Contas da União (TCU) inicia o julgamento que poderá autorizar a retomada dos recursos federais destinados ao trecho da ferrovia entre Salgueiro, no Sertão, e o Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife. A decisão é considerada estratégica para o futuro da logística, da economia e do desenvolvimento regional.
As obras foram suspensas em maio após uma decisão do ministro Jhonatan de Jesus, que apontou a necessidade de comprovação da viabilidade socioeconômica do projeto, além de ajustes na governança e na justificativa técnica da ferrovia.
Estudo aponta benefícios econômicos da Transnordestina
Na tentativa de reverter a suspensão, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentou ao TCU um estudo técnico que reforça a importância da ferrovia para Pernambuco e para todo o Nordeste.
Segundo o levantamento, a conclusão do trecho pernambucano poderá gerar um impacto social estimado em R$ 4,7 bilhões, considerando a criação de empregos, o aumento da renda e o fortalecimento da economia regional.
Além disso, o estudo projeta um impacto de R$ 8,23 bilhões no Valor Adicionado Bruto (VAB) da economia e a geração de aproximadamente 9,6 mil empregos permanentes, distribuídos entre a operação ferroviária, terminais de carga e atividades ligadas ao transporte de mercadorias.
Trecho pernambucano terá 544 quilômetros
A Transnordestina em Pernambuco terá cerca de 544 quilômetros de extensão, ligando o município de Salgueiro ao Porto de Suape, considerado um dos principais complexos portuários do Brasil.
Antes da paralisação, o trecho entre Custódia e Arcoverde, com aproximadamente 73 quilômetros, estava em execução.
A expectativa é que a ferrovia fortaleça o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial do Nordeste, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da região.
O que o TCU vai decidir?
O julgamento analisará se os estudos apresentados pela Sudene são suficientes para comprovar a viabilidade econômica e social do empreendimento.
Caso o Tribunal de Contas da União aprove a retomada dos investimentos federais, o Governo de Pernambuco poderá dar continuidade às obras, consideradas uma das principais iniciativas de infraestrutura logística do estado.
Por outro lado, se a suspensão for mantida, o cronograma da ferrovia continuará indefinido, adiando os benefícios esperados para diversos setores da economia.
Ferrovia é considerada estratégica para o Nordeste
Especialistas apontam que a conclusão da Transnordestina poderá ampliar a integração logística do Nordeste, facilitar o transporte de cargas até o Porto de Suape e impulsionar investimentos em diferentes cadeias produtivas.
A ferrovia também é vista como uma importante ferramenta para estimular o desenvolvimento econômico do interior pernambucano, atraindo novas empresas, fortalecendo a geração de empregos e ampliando a competitividade da região no cenário nacional.






