A tão aguardada assinatura do contrato para a retomada das obras da Ferrovia Transnordestina no trecho pernambucano ganhou novos contornos políticos. Inicialmente agendada para esta terça-feira (19/05/2026), a cerimônia foi adiada após uma articulação entre o ministro dos Transportes, George Santoro, e a governadora Raquel Lyra (PSD), atendendo a um pedido direto do presidente Lula, que deseja participar presencialmente do ato.
A nova data para o evento que formalizará o retorno das obras ligando o município de Salgueiro ao Complexo Portuário de Suape ainda não foi divulgada oficialmente pelas autoridades.
Desenvolvimento sem Deixar Ninguém para Trás
Em suas redes sociais, a governadora Raquel Lyra explicou que o adiamento reflete o peso social e econômico que o projeto carrega para a região Nordeste.
“O contrato da Transnordestina está pronto para ser assinado. Falamos com o presidente Lula, ele quer assinar junto. Não se trata de uma decisão empresarial, de uma pessoa só. Trata-se de a gente poder desenvolver o Nordeste sem deixar ninguém para trás. E como a obra ficou pelo meio do caminho, tinha que ser ele a retomar”, declarou a governadora.
A movimentação conta com forte apoio da bancada federal pernambucana em Brasília, que atua em conjunto com o governo estadual para garantir os investimentos estruturadores do Novo PAC.
Os Detalhes da Nova Etapa e o Entrave no TCU
O anúncio da retomada acontece em um cenário de superação de barreiras técnicas. Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) colocou em xeque o repasse de verbas federais para este trecho devido a questionamentos sobre os estudos de viabilidade técnica apresentados. No entanto, o Ministério dos Transportes garantiu que os apontamentos do órgão fiscalizador não travam o avanço do cronograma.
O Projeto em Números
-
Trecho imediato: Entre os municípios de Custódia e Arcoverde.
-
Extensão: 73 quilômetros de novas linhas ferroviárias.
-
Investimento estimado: R$ 312 milhões em recursos públicos e parcerias.
-
Objetivo final: Eliminar gargalos logísticos, facilitando o escoamento da produção agrícola e industrial do interior diretamente para os navios em Suape.







