Pernambuco enfrenta um desafio econômico severo neste primeiro semestre de 2026. Segundo o mais recente Mapa da Inadimplência da Serasa, divulgado nesta terça-feira (05/05/2026), o estado registra 3.679.641 pessoas com dívidas em atraso. Esse número representa 50,8% da população adulta pernambucana, superando a média nacional de 50,51%.
No total, as dívidas no estado já somam o montante impressionante de R$ 18,5 bilhões.
O Perfil do Endividamento em PE
Os dados revelam que a inadimplência não atinge a todos de forma igual. Existe um recorte claro de gênero e idade que ajuda a entender quem são os mais afetados pela crise financeira:
Demografia da Dívida
| Categoria | Grupo mais afetado | Percentual |
| Gênero | Mulheres | 53,5% |
| Faixa Etária Principal | 41 a 60 anos | 35,7% |
| Segunda Faixa Etária | 26 a 40 anos | 33,4% |
| Jovens (18-25 anos) | Menor incidência | 11,6% |
Pernambuco ocupa hoje a 3ª posição no Nordeste em número de inadimplentes, ficando atrás apenas do Ceará e do Rio Grande do Norte.
Bancos e Cartões: Os Vilões do Orçamento
A pesquisa aponta que quase metade (47%) das dívidas brasileiras está concentrada no setor financeiro. O cartão de crédito continua sendo a principal porta de entrada para o endividamento:
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Cartão de Crédito: 73% das dívidas bancárias.
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Empréstimos: 56%.
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Cheque Especial: 33%.
Um dado alarmante é que 37% dos endividados no cartão possuem débitos superiores a R$ 10 mil e muitos convivem com essa restrição no CPF há mais de dois anos.
Dívida por Sobrevivência, não por Impulso
Diferente do que o senso comum sugere, o endividamento atual não está ligado ao consumo desenfreado de itens de luxo. A Serasa aponta que a maioria dos débitos ocorre por uma tentativa de manter o básico:
“A pesquisa reforça que o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia. Quando despesas essenciais, como alimentação e saúde, passam a ser financiadas no crédito, o risco de efeito bola de neve aumenta significativamente”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.
Cerca de 38% dos brasileiros atribuem sua situação financeira atual ao desemprego ou à queda brusca na renda familiar.








