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Violência política contra mulheres cresce 11 vezes em quatro anos, alerta TSE

Por Redação Portal Digital 23/09/2026 às 00:32 2 min de leitura
Violência política contra mulheres cresce 11 vezes em quatro anos, alerta TSE

O número de denúncias de violência política dirigida contra mulheres aumentou drasticamente nos últimos anos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que em 2022 foram registrados 15 processos relacionados ao tema, enquanto até setembro de 2026 esse número saltou para 177, representando um crescimento de mais de 11 vezes. O Ministério Público Federal computou 436 denúncias desde 2018, sendo a maioria relacionada a agressões de teor moral e psicológico.

A violência política de gênero assume formas variadas, que vão desde intimidações e ataques à reputação até ameaças e crimes mais graves. Casos emblemáticos como o assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018 e agressões sofridas por deputadas no Congresso Nacional ilustram a gravidade do problema. Para enfrentar essa realidade, TSE e MPF lançaram nesta terça-feira a campanha Política é Substantivo Feminino, com objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância de combater essas violências.

A ministra Estela Aranha destaca que essa violência afeta não apenas as vítimas diretas, mas compromete toda a democracia ao desestimular a participação feminina na política. Entidades de direitos das mulheres e movimento negro apresentaram carta ao presidente do TSE relatando aumento de ameaças, violência sexual, exposição de dados pessoais e agressões contra candidatas, especialmente mulheres negras e LBTs.

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Pesquisa do Instituto Marielle Franco revela que 87% das vítimas de violência política são mulheres negras, evidenciando como a discriminação de raça se intersecciona com a de gênero. O Brasil ocupa a 135ª posição entre 184 países em representatividade feminina no Parlamento Federal, com apenas 17,5% de mulheres no Congresso. Em âmbito municipal, mais de 700 cidades não possuem nenhuma mulher eleita, e apenas 16% das prefeituras são administradas por mulheres.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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