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Saúde

Retrocesso nas políticas de vacinação dos EUA ameaça certificação de sarampo no Brasil

Por Redação Portal Digital 22/10/2026 às 07:49 2 min de leitura

Os Estados Unidos enfrentam o pior surto de sarampo em mais de três décadas, com mais de 4,4 mil casos confirmados neste ano e três mortes. O cenário preocupa especialistas brasileiros, que apontam políticas negacionistas como responsáveis pelo aumento. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, o governo americano não apenas endossa discursos contrários à vacinação como possui um secretário de Saúde declaradamente antivacina, criando um retrocesso que ameaça todo o continente.

O Brasil, que recuperou sua certificação como área livre do sarampo apenas em 2024, agora enfrenta pressão constante. Este ano, já foram registrados 61 casos no país, a maioria de origem importada. A reconquista do certificado, perdido em 2019 após surto com 19 mil casos em São Paulo, foi resultado de esforço coordenado entre o Ministério da Saúde e governos locais para melhorar vacinação e vigilância. As coberturas vacinais da tríplice viral evoluíram de 88% para 96% na primeira dose entre 2023 e este ano.

A situação agrava-se com decisões tomadas pelo governo Trump em agosto, que reduziram de 17 para 11 o número de vacinas recomendadas e determinaram a separação da tríplice viral em três imunizantes distintos. Segundo especialistas, essas medidas carecem de fundamentação científica e são inviáveis, já que vacinas individualizadas não são mais fabricadas há quase 20 anos. A desinformação repercute nas redes sociais brasileiras, influenciando decisões de pais em maternidades particulares sobre vacinas como a da hepatite B.

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Especialistas alertam que manter a certificação exige cobertura vacinal de 95% e vigilância contínua. No continente americano, já são mais de 56 mil casos com pelo menos 80 mortes. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações ressalta que a confiança é fundamental para o sucesso da vacinação e que o esforço brasileira em bloquear transmissão tem custo enorme, como demonstram as quase 4 milhões de doses extras aplicadas em São Paulo apenas este ano.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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