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Saúde

Polilaminina inicia testes em humanos para recuperação de lesões na medula

Por Redação Portal Digital 17/09/2026 às 02:01 2 min de leitura
Polilaminina inicia testes em humanos para recuperação de lesões na medula

A farmacêutica Cristália dará início, no dia 24 deste mês, aos primeiros testes clínicos em humanos da polilaminina, uma substância que promete auxiliar pessoas com lesão medular a recuperarem a mobilidade. O estudo é fruto de uma parceria entre a empresa e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e conta com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na etapa inicial, cinco voluntários com idades entre 18 e 72 anos serão recrutados para receber o medicamento. Todos os participantes devem apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10, causada por trauma, e o ferimento deve ter ocorrido há menos de 72 horas. O objetivo desta primeira fase é comprovar a segurança da substância em humanos, sem avaliar sua eficácia, que será testada posteriormente. Os pacientes serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, sob supervisão de equipes cirúrgicas treinadas. Após o procedimento, eles participarão de reabilitação na AACD e serão acompanhados por seis meses.

A polilaminina é uma versão sintetizada em laboratório da laminina, uma proteína naturalmente presente no organismo que funciona como suporte para os axônios no sistema nervoso. A pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, investiga o potencial dessa substância há mais de duas décadas. Os estudos anteriores em animais apresentaram resultados positivos, e um teste-piloto realizado entre 2016 e 2021 com oito pacientes indicou ganhos motores nos cinco que sobreviveram, embora não seja possível atribuir isso exclusivamente à polilaminina.

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Casos de uso compaixivo da substância geraram grande esperança, mas a Anvisa ressalta que esses não seguiram protocolo científico rigoroso. O avanço na fase 1 pode levar à autorização de testes posteriores, nos quais mais participantes serão incluídos e a eficácia será propriamente avaliada. Apenas após todas as fases de testes o medicamento poderá ser registrado e disponibilizado à população.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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