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Economia

Setor produtivo rejeita manutenção de juros altos e cobra redução da Selic

Por Redação Portal Digital 05/11/2026 às 02:20 2 min de leitura
Setor produtivo rejeita manutenção de juros altos e cobra redução da Selic

O Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, uma decisão que gerou onda de protestos entre entidades representativas da economia. Confederações da indústria e do comércio, além de centrais sindicais e parlamentares, apontam que o prolongamento dos juros elevados prejudica empresas, famílias e o crescimento econômico como um todo.

A Confederação Nacional da Indústria qualificou a medida como excessivamente conservadora e equivocada. Segundo a entidade, manter os juros em patamares altos encarece o crédito, sufoca os investimentos e desacelera a atividade econômica. O presidente da confederação cobrou o retorno dos cortes na próxima reunião, marcada para dezembro, argumentando que é possível reduzir juros sem comprometer o controle inflacionário. A Associação Paulista de Supermercados também alertou para o impacto negativo no varejo, serviços e produção, com reflexos diretos no consumo.

Centrais sindicais como Contraf-CUT, CUT e Força Sindical também criticaram duramente a decisão. Segundo elas, juros elevados ampliam o endividamento das famílias e aumentam a dívida pública, reduzindo recursos disponíveis para áreas essenciais como saúde, educação e segurança. A Força Sindical chamou a medida de irracional e nefasta, alertando que juros altos restringem a produção e a geração de empregos.

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O deputado federal Lindbergh Farias também se posicionou contra a manutenção da Selic, atribuindo a decisão a pressões do setor financeiro. O parlamentar argumenta que os juros elevados encarecem o crédito e sufocam a produção, cobrando maiores investimentos em indústria, ciência e infraestrutura como caminho para o desenvolvimento econômico.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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