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Saúde

Oftalmologista apresenta estratégias para melhorar atendimento de crianças com autismo

Por Redação Portal Digital 09/09/2026 às 23:01 2 min de leitura
Oftalmologista apresenta estratégias para melhorar atendimento de crianças com autismo

A falta de preparação dos consultórios oftalmológicos para receber crianças com transtorno do espectro autista (TEA) representa um obstáculo significativo na saúde ocular desses pacientes. A oftalmologista Raíra Fortuna aponta que questões como hipersensibilidade sensorial, dificuldade em aceitar mudanças de rotina e recusa ao uso de óculos e tampão estão entre as principais barreiras enfrentadas durante o atendimento. Além disso, aproximadamente 40% das crianças com TEA convivem com transtornos de ansiedade associados, enquanto menos de 4% dos oftalmologistas recebem capacitação específica para trabalhar com esse público.

Segundo a especialista, muitos comportamentos interpretados como falta de colaboração refletem, na verdade, confusão ou sobrecarga sensorial diante de um ambiente inadequado. Essa realidade resulta em dificuldades para completar exames oftalmológicos essenciais, deixando problemas de visão sem diagnóstico. Estudos mostram que o estrabismo afeta cerca de 41% das crianças com autismo, em comparação com apenas 3% naquelas com desenvolvimento típico.

Para viabilizar consultas mais eficazes, Fortuna apresentou um modelo de três etapas durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia. Na preparação, sugere agendamentos estratégicos em horários com menos movimento, questionários pré-consulta para conhecer o perfil sensorial da criança e envio de vídeos dos equipamentos aos pais. A adaptação do espaço envolve reduzir estímulos sonoros e luminosos, permitir o uso de fones de ouvido e possibilitar que a criança leve objetos de conforto. Durante a execução, recomenda-se usar linguagem simples, mostrar os equipamentos antecipadamente, respeitar o tempo de processamento, oferecer escolhas e sempre avisar antes de tocar o paciente.

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A médica enfatiza que investir em ambiente e estratégias adequadas compensa, pois toda a equipe do consultório necessita estar capacitada para atender crianças no espectro autista de forma adequada.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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