Metade dos municípios brasileiros enfrentam situação de alerta contra o Aedes aegypti

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta semana revelam um cenário desafiador no combate ao Aedes aegypti em território nacional. Conforme o 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, realizado entre maio e agosto, quase metade dos 3.732 municípios que encaminharam informações ao governo federal apresenta índices indicadores de alerta ou risco para a proliferação do mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika.
A boa notícia fica por conta da redução significativa de casos das arboviroses em comparação com o período anterior. O Brasil registrou queda de aproximadamente 70% nos casos de dengue em 2026, quando comparado com 2025. Até o final de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis, ante 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior. Chikungunya e zika também apresentaram quedas, com redução de 43% e 35%, respectivamente.
O mapeamento identificou os principais locais onde o mosquito se reproduz. Vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes domésticos concentram 42,3% dos focos. Reservatórios de água como caixas, tonéis e cisternas correspondem a 26,1%, enquanto pneus, lixo e resíduos sólidos representam 23% dos criadouros. A distribuição varia conforme a região: no Norte predominam pneus e lixo, no Nordeste destacam-se reservatórios de água, e no Sudeste, Sul e Centro-Oeste prevalecem recipientes domésticos.
O governo federal anunciou um conjunto de estratégias para reduzir o risco de transmissão no próximo verão. Entre as ações estão a formação de mais de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde para atividades de orientação, uso de ovitrampas e armadilhas disseminadoras de larvicida, além da implementação do método Wolbachia, que utiliza uma bactéria para impedir a transmissão viral. A Borrifação Residual Intradomiciliar em espaços de grande circulação também integra o plano de combate.
O controle do mosquito, porém, depende da participação ativa da população. O Ministério da Saúde recomenda que os moradores mantenham caixas d’água e cisternas bem tampados, guardem garrafas e baldes virados para baixo, limpem calhas e ralos regularmente, e eliminem água acumulada em vasos e plantas. Destinar corretamente pneus, latas, plásticos e entulhos também constitui medida essencial na prevenção.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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