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Economia

Mais de um século de lutas: conheça a trajetória dos direitos trabalhistas no Brasil

Por Redação Portal Digital 17/10/2026 às 06:20 2 min de leitura

A aprovação da emenda constitucional que elimina a escala de seis dias trabalhados para um dia de descanso representa um marco importante na história das relações trabalhistas brasileiras. A mudança garante agora dois dias de descanso semanal aos trabalhadores, resultado de reivindicações que se estendem por mais de cem anos em busca de limites às jornadas de trabalho e melhor qualidade de vida.

Para compreender a relevância dessa conquista, é necessário retroceder ao contexto do Brasil que herdou séculos de trabalho escravizado. Durante cerca de 400 anos, a economia nacional se sustentou pelo trabalho compulsório, sem qualquer proteção legal. O período de trabalho livre e remunerado tem pouco mais de um século, o que explica por que a construção dos direitos trabalhistas ocorreu de forma gradual e enfrentou resistências.

No início do século 20, trabalhadores começaram a se organizar para reivindicar condições mais dignas. Em 1912, a Confederação Brasileira do Trabalho defendia uma pauta que incluía a jornada de oito horas diárias e a semana de seis dias de trabalho, junto com outras demandas como indenização por acidentes e salário mínimo. A partir de 1918, o Estado começou a atuar, criando estruturas como o Departamento Nacional do Trabalho, seguido pela Justiça do Trabalho em 1941 e pela Consolidação das Leis do Trabalho em 1943.

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Durante grande parte do século 20, a legislação brasileira estabelecia uma jornada máxima de 48 horas semanais. A Constituição de 1988 reduziu esse limite para 44 horas, mantendo o teto de oito horas diárias. Agora, com a promulgação do fim da escala 6×1, o país avança novamente, ampliando significativamente o tempo de descanso dos trabalhadores e consolidando uma tendência de expansão de direitos que começou há mais de cem anos.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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