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Jornalista brasileiro é deportado da Argentina após críticas a Milei

Por Redação Portal Digital 13/10/2026 às 05:20 2 min de leitura
Jornalista brasileiro é deportado da Argentina após críticas a Milei

O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. foi barrado na entrada da Argentina nesta segunda-feira ao desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires. As autoridades migratórias cancelaram sua residência permanente e estabeleceram uma proibição de reingresso de cinco anos. Tomaz, que reside em Brasília, suspeita que a medida tenha motivação política, já que teve confrontos recentes com integrantes do governo do presidente Javier Milei nas redes sociais.

O profissional recebeu a notificação do cancelamento de residência em 5 de agosto, uma semana após deixar o território argentino. Segundo documentação da Direção Nacional de Migrações, a decisão se baseou em um decreto de 2025 que permite revogar permissão de residência quando o beneficiário não permanece regularmente no país. Tomaz obteve residência permanente em janeiro de 2022, com validade até 2037, mas as autoridades argumentaram que ele não residia continuamente na Argentina desde então. O jornalista rebate a justificativa, afirmando que continuou viajando frequentemente ao país e que passou 36 dias lá em 2026.

Os embates entre Tomaz e apoiadores do governo argentino ocorreram entre julho e agosto nas redes sociais, incluindo confrontos com Juan Pablo Carreira, diretor de Comunicação Digital da Presidência. O jornalista também criticou canais de streaming que considera instrumentos de comunicação política do governo. Embora não haja comprovação formal de que a decisão migratória foi determinada pelas críticas, Tomaz relaciona o episódio à que chama de escalada autoritária na Argentina.

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Rogério Tomaz Jr. acompanha a política argentina e produz conteúdos sobre os impactos econômicos e sociais das medidas do governo Milei, como cortes orçamentários, privatizações e inflação. Ele trabalha em um livro sobre a gestão do presidente argentino, com lançamento previsto para fevereiro de 2027. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Fenaj repudiaram a deportação, ressaltando que nenhum governo tem direito de perseguir jornalistas pelo exercício da profissão.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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