Idosos podem ser doadores vivos de órgãos, mostra caso de pai que salvou filho em Brasília

A história de Arivaldo Sampaio exemplifica como pessoas com mais de 60 anos podem ser doadoras vivas de órgãos. Em 2023, quando o filho perdeu a função do rim após hemodiálise contínua, toda a família se ofereceu como possível doador. O resultado foi compatibilidade total entre pai e filho, levando à realização do transplante.
Segundo o Ministério da Saúde, doadores vivos podem ceder um dos rins, parte do fígado, porção da medula ou parte dos pulmões, desde que haja compatibilidade sanguínea. A legislação brasileira permite a doação entre parentes até o quarto grau e cônjuges sem autorização judicial. Para pessoas sem esses vínculos, é necessária aprovação da Justiça.
Três anos após a cirurgia, Arivaldo mantém rotina ativa com práticas de educação física cinco vezes por semana e passa por avaliações anuais no Hospital Universitário de Brasília. O médico nefrologista Geraldo Freitas esclarece que, embora a avaliação de doadores com mais de 60 anos seja mais rigorosa, a idade isoladamente não impede a doação. Os critérios incluem exames de sangue, urina, função renal, avaliação cardiovascular e análise do estado geral de saúde.
O Brasil registrou em 2025 o maior número de doadores efetivos da história, com 4.335 casos. Ainda assim, mais de 49 mil pessoas aguardam na fila de transplantes. A avaliação médica leva em conta riscos futuros e condições do órgão a ser transplantado, buscando equilíbrio entre a segurança do doador e as perspectivas do receptor.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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