Governo Central tem resultado melhor que o esperado em agosto

O Governo Central apresentou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira. O resultado surpreendeu positivamente, pois ficou abaixo das expectativas do mercado, que apontava para um déficit de R$ 16 bilhões. Comparado ao mesmo mês do ano anterior, quando o saldo negativo atingiu R$ 15,5 bilhões, houve melhora no desempenho.
A arrecadação foi o grande destaque do período. As receitas administradas pela Receita Federal cresceram 5,6% acima da inflação, com destaque para aumentos na Cofins, Imposto de Importação e IPI. A Previdência Social também contribuiu, com crescimento de 6,3% na arrecadação líquida, favorecida pelo melhor desempenho do mercado de trabalho. As receitas do pré-sal, com vendas de petróleo e gás natural, também reforçaram os números positivos.
No lado das despesas, o principal impacto veio do repasse de R$ 4,9 bilhões ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que não existia no mesmo período do ano passado. Aumentaram também os gastos com benefícios previdenciários, abono salarial e seguro-desemprego, além de créditos extraordinários para medidas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio. Por outro lado, as despesas discricionárias recuaram em R$ 5,6 bilhões, com redução de R$ 2,9 bilhões na saúde.
Apesar da melhora registrada em agosto, o acumulado de janeiro a agosto continua preocupante. O déficit primário do Governo Central no período chegou a R$ 94,9 bilhões, superior aos R$ 85,9 bilhões dos oito primeiros meses de 2025. O Banco Central e o Tesouro Nacional apresentaram um resultado superavitário de R$ 5 bilhões, enquanto a Previdência Social registrou déficit de R$ 18,6 bilhões.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
Leia também em Economia
Enel é multada em R$ 11,4 milhões por falhas no fornecimento de energia em São Paulo
21/10/2026
Governo libera isenção de impostos para importações de pesquisa em universidades públicas
21/10/2026

