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França intensifica segurança em protestos com presença de 70 mil policiais

Por Redação Portal Digital 27/10/2026 às 09:52 2 min de leitura
França intensifica segurança em protestos com presença de 70 mil policiais

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades da França neste sábado, em um dia marcado pela presença ostensiva de forças de segurança. O governo francês mobilizou 70 mil policiais para monitorar os atos, tentando prevenir a repetição dos saques e tumultos que devastaram o país no fim de semana anterior. Até o início da tarde, as autoridades registravam 135 prisões em todo o território nacional, muitas delas após revistas que apreenderam objetos potencialmente perigosos como fogos de artifício e rolamentos de esferas.

O ministro do Interior afirmou aos jornalistas que esperava um dia desafiador, citando avisos sobre possíveis desordens vindas tanto de grupos políticos quanto de criminosos comuns. Enquanto a principal manifestação em Paris começou de forma pacífica, a polícia recorreu a gás lacrimogêneo para dispersar aglomerações na cidade de Lyon. O efetivo policial neste sábado superou em 10 mil agentes o número empregado em 17 de outubro, quando os protestos contra o custo de vida e deterioração dos serviços públicos evoluíram para os piores distúrbios que a nação presenciou em anos.

O centro de Paris apresentava características de uma cidade em lockdown, com lojas cobrindo vitrines com tapumes, museus fechados e mais de 20 estações de metrô interditadas. Instituições culturais de renome, como o Louvre e a Ópera, encerraram as operações por precaução. Um gerente de loja relatou que permanecia fechado por falta de clientela, enquanto turistas estrangeiros expressavam frustração com a impossibilidade de circular pela capital.

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A polícia modificou o trajeto da principal marcha parisiense de última hora, desviando manifestantes do centro da cidade para regiões do sudeste, argumentando que o percurso original passava por áreas com concentrações de negócios vulneráveis a ataques. Líderes de esquerda denunciaram a mudança como uma tática de intimidação. Um estudante presente relatou ter enfrentado o medo da repressão, mas participou justamente para que a violência policial não se tornasse vitoriosa.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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