Falece Chiaki Ishii, pioneiro que colocou o judô brasileiro no mapa mundial

O judô brasileiro perde uma de suas figuras mais importantes com a morte de Chiaki Ishii, ocorrida nesta sexta-feira. Aos 85 anos, o atleta se despede deixando um caminho aberto para inúmeras gerações de judocas que vieram depois dele.
Nascido no Japão, Ishii chegou ao Brasil em 1964 após não conseguir uma vaga na seleção japonesa para aquele ano. Trabalhou como agricultor em uma colônia japonesa no interior de São Paulo, mas logo retornou à prática do judô. Naturalizando-se brasileiro em 1969, conquistou seu primeiro pódio internacional dois anos depois ao garantir o bronze no Mundial de Ludwigshafen, marcando a primeira medalha do país nessa competição. Um ano depois, repetiu o feito nas Olimpíadas de Munique, consolidando-se como referência da modalidade.
Além das conquistas internacionais, Ishii foi tetracampeão em Jogos Pan-Americanos e acumulou várias outras honrarias, incluindo a graduação máxima de Kodansha 9º Dan. Sua contribuição, porém, transcendeu os resultados como atleta. Através de sua academia na Lapa, em São Paulo, formou importantes judocas que também se tornaram medalhistas olímpicos, como Walter Carmona e Rafael Silva. Suas próprias filhas, Tânia Chie e Vânia Yukie, seguiram a carreira no judô e representaram o Brasil em três Olimpíadas.
Os dirigentes do judô brasileiro e do Comitê Olímpico destacaram a importância de Ishii como mentor e inspiração. A confederação ressaltou que seu legado vai muito além das medalhas, refletindo-se nos ensinamentos compartilhados e no caminho aberto para futuras gerações de atletas.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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