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Estudo revela que 9% dos professores brasileiros não têm formação completa

Por Redação Portal Digital 30/09/2026 às 04:02 2 min de leitura
Estudo revela que 9% dos professores brasileiros não têm formação completa

Um levantamento divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) identificou que nove por cento dos professores da rede pública de educação básica no Brasil carecem de qualificação adequada. O índice inclui profissionais sem diploma, certificação ou formação pedagógica e se aproxima da média dos países membros da organização, que é de 9,1%. Segundo o documento, essa contratação de docentes sem as qualificações padrão ocorre frequentemente devido à falta de profissionais disponíveis no mercado.

A pesquisa mostrou que a escassez de professores é particularmente grave em regiões remotas e vulneráveis, afetando especialmente as disciplinas de matemática e ciências naturais. Apesar da redução no número de estudantes nos últimos anos, o Brasil aumentou seu corpo docente nos anos iniciais do ensino fundamental em 4% entre 2015 e 2024, enquanto as matrículas caíram 7% no mesmo período.

Outro fator agravante é a saída de profissionais da carreira. Dados apontam que 10,3% dos professores plenamente qualificados deixaram a profissão em 2022 por aposentadoria ou demissão, percentual bem acima da média de 6,4% nos países da OCDE. A satisfação com as condições de trabalho também é baixa: apenas 44,3% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental no Brasil estavam satisfeitos em 2022, enquanto a média da organização era de 68,4%.

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Em resposta aos desafios, o Ministério da Educação implementou o programa Mais Professores para o Brasil, lançado em 2025, e expandiu o Pé-de-Meia Licenciaturas, que aumentou em 106% as matrículas de alunos com alto desempenho no Enem em cursos de formação de professores entre 2024 e 2026. O Brasil também utiliza profissionais em segunda carreira como estratégia para amenizar a falta de docentes, com 11,5% dos professores dos anos finais do ensino fundamental nessa situação em 2024.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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