Entidades criticam redução de juros por considerarem insuficiente

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira a redução da taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, marcando o quinto corte consecutivo. Contudo, a decisão recebeu críticas de representantes da indústria e centrais sindicais, que consideram o movimento insuficiente diante do cenário econômico atual.
A Confederação Nacional da Indústria aponta que existe espaço para reduções maiores, citando a queda consistente da inflação, que atingiu 4,22% nos últimos 12 meses. Segundo a entidade, a taxa de juros real continua muito elevada, em torno de 9%, bem acima da taxa neutra estimada pelo Banco Central em 5% ao ano. O presidente da CNI reforçou a necessidade de o Banco Central manter a trajetória de queda sem comprometer a estabilidade de preços.
As centrais de trabalhadores também criticaram a timidez do corte. A CUT destacou que juros menores beneficiariam diretamente o crédito, investimentos e emprego, enquanto a Força Sindical qualificou a redução como um “balde de água fria” para a economia, afirmando que houve perda de oportunidade para impulsionar o setor produtivo. Para a central, a política de juros altos concentra renda e prejudica o consumo das famílias.
A indústria da construção também manifestou preocupação. Embora reconheça o avanço, a CBIC alertou que a Selic permanece em patamares elevados comparados globalmente, criando obstáculos para um setor que depende de crédito e possui ciclos produtivos longos. O presidente da entidade enfatizou a necessidade de continuidade nos cortes para criar um ambiente macroeconômico mais previsível.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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