Eleições nos EUA nesta terça definem rumo político de Trump e afetam relações com Brasil

Os eleitores dos Estados Unidos comparecerão às urnas na próxima terça-feira para renovar a totalidade da Câmara dos Representantes, parte do Senado e o governo de mais de uma dúzia de estados. A disputa é considerada crucial para o futuro político do presidente Donald Trump, já que uma possível vitória democrata no Congresso limitaria seu poder legislativo e abriria caminho para investigações mais intensas sobre sua gestão.
Atualmente, os republicanos mantêm uma margem apertada em ambas as Casas legislativas, o que permite a Trump implementar sua agenda com relativa facilidade. Pesquisas de opinião apontam vantagem para os democratas, motivada principalmente pela insatisfação com o custo de vida e pelos reflexos da tensão com o Irã nos preços dos combustíveis. A desaprovação do presidente alcançou 61%, enquanto apenas 36% o aprovam, segundo levantamento do jornal The New York Times. Buscando reverter essa tendência, Trump prometeu pagar cinco mil dólares para cada adulto americano se os republicanos vencerem e intensificou sua campanha pelo país.
Um Congresso controlado pela oposição teria capacidade de ampliar investigações, exigir explicações do governo e dificultar propostas legislativas de Trump, além de poder rejeitar nomeações de autoridades e juízes. Já a manutenção do controle republicano preservaria condições políticas favoráveis para o presidente avançar seus projetos, embora sem eliminar divergências internas no partido.
O resultado das eleições americanas repercutirá também nas relações entre Estados Unidos e Brasil. Democratas podem intensificar investigações sobre possíveis interferências do governo Trump nos assuntos brasileiros, incluindo supostas conexões com a família Bolsonaro e a atuação de gigantes de tecnologia nas eleições do país. Questões como a revogação do visto da embaixadora brasileira e alegadas irregularidades na fuga do senador Flávio Bolsonaro já despertam questionamentos de congressistas democratas à Casa Branca.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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