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Saúde

Doenças inflamatórias intestinais aumentam cinco vezes em 13 anos no Brasil

Por Redação Portal Digital 25/09/2026 às 15:31 2 min de leitura

Pesquisadores da Sociedade Brasileira de Coloproctologia divulgaram dados preocupantes sobre o avanço das doenças inflamatórias intestinais no país. Entre 2012 e 2025, a incidência de enfermidades como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa cresceu de 30 para 158 casos a cada 100 mil habitantes. O levantamento, apresentado no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia realizado em Santa Catarina, foi conduzido por pesquisadores das principais universidades brasileiras em parceria com instituições canadenses e teve como base registros do Sistema Único de Saúde.

Além do aumento geral dos casos, o número de novos diagnósticos por ano também cresceu significativamente, saindo de 9,35 para 12,34 no mesmo período. Os especialistas alertam que essas são doenças autoimunes, nas quais o sistema imunológico ataca as próprias células do corpo, provocando inflamação crônica sem cura conhecida. De acordo com Abel Quaresma, um dos pesquisadores responsáveis, o desenvolvimento dessas enfermidades envolve múltiplos fatores, incluindo predisposição genética, hábitos alimentares e poluição ambiental.

O especialista aponta que a transformação da dieta moderna, marcada pela proliferação de alimentos ultraprocessados repletos de conservantes, corantes e espessantes, contribui para o surgimento dessas doenças. Quaresma ressalta que modificações nos alimentos – como maior durabilidade de produtos industrializados – refletem mudanças químicas que podem induzir processos inflamatórios intestinais. As projeções dos pesquisadores indicam que até 2035 haverá novo aumento de 67% nos casos, quando a quantidade de pessoas com a doença pode atingir 264 por 100 mil habitantes.

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Com tratamento que custa até R$ 500 mil por paciente ao ano e sem possibilidade de cura, essas enfermidades representam desafio crescente para o sistema de saúde. Os pesquisadores preveem que, a partir de 2040, as doenças inflamatórias intestinais se tornem um problema de saúde pública de grandes proporções, semelhante ao diabetes e hipertensão. Muitos pacientes recebem diagnóstico ainda na juventude e necessitam de acompanhamento médico contínuo por décadas.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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