Despedida de Messi Abre Novo Capítulo para a Argentina

A seleção da Argentina começa a encarar uma nova realidade. Nesta terça-feira (6), Lionel Messi faz sua despedida com a camisa da Albiceleste em um amistoso contra Benin, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A partida está marcada para as 20h, no horário de Brasília.
A despedida encerra uma trajetória de aproximadamente duas décadas com a seleção argentina. Aos 39 anos, Messi deixa a equipe nacional como campeão mundial, maior artilheiro da história da Argentina e um dos principais nomes do futebol mundial.
O fim da passagem pela seleção acontece depois de uma carreira marcada por diferentes momentos. Messi chegou à equipe cercado de expectativas, enfrentou períodos de críticas e chegou a anunciar uma pausa após a derrota na final da Copa América de 2016.
Anos depois, porém, o cenário mudou completamente. O atacante conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022 e, principalmente, a Copa do Mundo do Catar, no mesmo ano.
Argentina terá desafio para encontrar novo símbolo
Com a saída de Messi, uma pergunta passa a ocupar o centro das discussões sobre a seleção: quem será o próximo grande símbolo da Argentina?
A comparação com Diego Maradona é inevitável. O jornalista Ezequiel Fernández Moores, colunista do La Nación, lembrou que uma questão semelhante surgiu após a morte do ídolo argentino.
Para o jornalista Seba Roggero, editor do La Voz del Interior, o período de transição pode ser especialmente complexo, justamente pela dimensão que Messi alcançou na seleção.
A sucessão, entretanto, já começou em alguns aspectos. O técnico Lionel Scaloni confirmou o zagueiro Cristian Romero, conhecido como Cuti Romero, como novo capitão da equipe. Ele já utilizou a braçadeira nas goleadas sobre Bolívia e Burkina Faso.
Quem ficará com a camisa 10?
Se a liderança já possui um novo nome, a camisa 10 ainda aguarda definição.
Scaloni afirmou que pretende que apenas um jogador seja responsável pelo número após a saída de Messi. A decisão, no entanto, deve ser tomada somente durante a próxima Data Fifa, em novembro.
O treinador também destacou que Messi é um jogador “insubstituível”, reforçando o tamanho do desafio para a seleção argentina.
Enquanto isso, o futebol argentino continua produzindo novos talentos. A grande questão será saber se algum deles conseguirá assumir o protagonismo deixado pelo maior nome da geração que conquistou os principais títulos da última década.
A despedida desta terça-feira representa, portanto, mais do que o último jogo de Messi pela Argentina. É também o início de uma nova fase para uma seleção que precisará construir sua identidade sem a presença de seu camisa 10.
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