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Deputada eleita desativa perfil no X após receber ameaças de morte e violência sexual

Por Redação Portal Digital 09/10/2026 às 15:20 2 min de leitura
Deputada eleita desativa perfil no X após receber ameaças de morte e violência sexual

A jovem parlamentar mineira Ana Elisa Santos Silva, do PT, precisou desativar sua presença na plataforma X após sofrer uma série de ataques durante o período de campanha eleitoral. A deputada eleita relata ter recebido mensagens contendo ameaças de morte, violência sexual, insultos machistas e racistas. Diante da situação, ela formalizou denúncia junto à Polícia Civil de Minas Gerais e afirma estar enfrentando campanhas coordenadas de assédio nas redes sociais.

Segundo relato da própria Ana Elisa, sua equipe precisou desativar a conta porque recebia ameaças em ritmo alarmante, chegando a duas mensagens intimidatórias a cada dois minutos. A deputada se mostrou preocupada com a vulnerabilidade de sua situação, destacando que ainda não possui escolta de segurança. Ela também compartilhou um print de uma mensagem recebida no dia 5 de setembro, na qual o autor se identificava como membro da organização extremista Ku Klux Klan e fazia referências explícitas a pretensões de cometer violência sexual.

Ana Elisa conquistou 524.219 votos nas eleições de 2026, tornando-se a segunda mais votada em Minas Gerais para a Câmara dos Deputados. Além disso, é a mulher mais votada na história do estado para o cargo e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil. Nascida em Divinópolis, ela é estudante de direito e ganhou destaque nas redes sociais ao produzir conteúdo sobre política, direitos sociais e feminismo, acumulando mais de 3 milhões de seguidores no Instagram.

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Os casos enfrentados por Ana Elisa integram um padrão preocupante de violência política contra candidatas. Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que a violência política de gênero cresceu 11 vezes entre 2022 e 2026. Organizações da sociedade civil documentaram diversas denúncias envolvendo violência física, verbal e ameaças contra mulheres candidatas. Vítimas podem denunciar através de canais como o Ligue 180, Ministério Público Eleitoral e polícia.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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