Casa da Cultura e Estação Central são Tombadas pelo Iphan

A Casa da Cultura do Recife e a Estação Central do Recife foram reconhecidas oficialmente como Patrimônio Cultural Brasileiro. O tombamento definitivo dos dois imóveis foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta quarta-feira (23), durante reunião realizada em Brasília.
Com a decisão, os dois espaços passam a contar com proteção federal. Ambos já possuíam reconhecimento como patrimônio estadual e agora ganham um novo status de preservação histórica e cultural.
Casa da Cultura do Recife tem origem no século 19
O prédio que atualmente abriga a Casa da Cultura de Pernambuco foi construído no século 19 para funcionar como Casa de Detenção do Recife.
A unidade prisional funcionou entre 1855 e 1973. Projetado pelo engenheiro Mamede Ferreira, o imóvel segue o modelo de panóptico radiante, com as celas distribuídas ao redor de um pátio central.
Segundo o Iphan, a construção tem importância para a história penal brasileira e para a arquitetura penitenciária do período.
Após passar por obras de restauração e adaptações, o espaço foi reinaugurado em 1976 como Casa da Cultura de Pernambuco.
Estação Central abriga o Museu do Trem
Também incluída no tombamento federal está a Estação Central do Recife, atualmente sede do Museu do Trem.
Inaugurado em 1888, o conjunto histórico e arquitetônico é considerado um exemplar da chamada arquitetura do ferro no Brasil.
O Museu do Trem foi reinaugurado em 2026 após um processo de restauração iniciado em 2022. O espaço reúne elementos relacionados à história ferroviária e à memória do transporte sobre trilhos em Pernambuco.
A preservação desses imóveis reforça o reconhecimento de locais ligados à história e à formação cultural do Recife.
Casa da Cultura enfrenta desafios de estrutura
Apesar do reconhecimento histórico, comerciantes que trabalham na Casa da Cultura relatam uma redução no movimento de visitantes nos últimos anos.
Funcionários ouvidos pela reportagem também apontaram problemas relacionados à estrutura do espaço. Entre as reclamações estão a necessidade de revitalização, melhorias na organização e dificuldades de acessibilidade.
Visitantes também destacaram a importância de ampliar a divulgação do equipamento cultural para estimular a presença de moradores e turistas.
Tombamento reforça preservação do patrimônio
Com o novo reconhecimento, a Casa da Cultura do Recife e a Estação Central passam a integrar oficialmente o conjunto de bens protegidos em âmbito federal.
Além do valor arquitetônico, os dois imóveis carregam diferentes capítulos da história pernambucana. A Casa da Cultura representa a transformação de um antigo espaço prisional em equipamento cultural, enquanto a Estação Central preserva parte da memória ferroviária do estado.
O tombamento pelo Iphan amplia, portanto, a proteção institucional desses espaços e reforça a importância da preservação da memória cultural do Recife.





