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Índia recebe cúpula do Brics em meio a tensões entre Irã e Emirados Árabes

Por Redação Portal Digital 14/09/2026 às 10:31 2 min de leitura
Índia recebe cúpula do Brics em meio a tensões entre Irã e Emirados Árabes

A Índia sedia nos próximos dias 12 e 13 de setembro a reunião de líderes do Brics em Nova Delhi. O encontro ocorre em momento desafiador para o bloco, que busca ampliar sua visibilidade no cenário internacional enquanto lida com divisões internas provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que se tornou membro da organização em 2024.

O conflito no Oriente Médio criou uma fissura dentro dos próprios Brics. Os Emirados Árabes Unidos e o Irã encontram-se em lados opostos da disputa, o que complica o consenso entre os membros. A tensão é tão significativa que em maio últimas tentativas de emitir um posicionamento conjunto fracassaram justamente por causa dessas divergências. Especialistas alertam que o principal desafio agora será encontrar uma redação que ambos os países consigam aceitar para uma eventual declaração final.

Líderes de diversos países estão confirmados para o evento, incluindo o presidente chinês Xi Jinping, que visita a Índia pela primeira vez em sete anos, Vladimir Putin da Rússia, Masoud Pezeshkian do Irã e representantes de outros membros. Os Emirados Árabes Unidos serão representados pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi. Analistas observam que a expansão recente do Brics, que passou a incluir Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, reflete tanto o crescimento da influência do bloco quanto os novos desafios de manter a coesão entre membros com posições geopolíticas divergentes.

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Alguns observadores encontram razões para otimismo. A recente cúpula da Organização de Cooperação de Xangai conseguiu produzir uma declaração conjunta que satisfez países com visões opostas sobre o conflito no Irã, abrindo precedente para que os Brics também consiga superar suas divisões. Além disso, o protecionismo das políticas comerciais norte-americanas tem funcionado como fator aglutinador, incentivando os membros do bloco a se unirem em defesa de seus interesses econômicos.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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