Chefe da PF rebate acusações e defende legalidade de relatórios enviados ao STF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou sua defesa nesta sexta-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, refutando acusações de que teria monitorado ilegalmente o ministro André Mendonça. Em seu documento, Rodrigues afirmou que os relatórios de inteligência enviados à Corte foram elaborados de forma regular, seguindo determinação do ministro Alexandre de Moraes, e não constituem vigilância ilícita de autoridades.
O diretor rebateu especificamente a alegação de que os documentos seriam apócrifos, argumentando que possuem autoria institucional devidamente registrada em sistema. Rodrigues também explicou que a ausência do nome do analista nos documentos segue protocolo de proteção aos profissionais de inteligência, conforme determina a legislação vigente. Além disso, questionou a legitimidade do Partido Novo para solicitar seu afastamento, sustentando que apenas cumpriu ordem judicial ao produzir os relatórios.
A crise no Supremo intensificou-se após André Mendonça afastar preventivamente Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, na terça-feira. Os dois foram reintegrados no dia seguinte após decisão de Fachin. A Advocacia-Geral da União também pediu a manutenção de Rodrigues no cargo, argumentando que o afastamento interfere nas competências constitucionais do presidente da República e prejudica a estrutura administrativa da corporação.
O impasse entre ministros começou quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório contendo mensagens supostamente enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes. Em resposta, Moraes incluiu Mendonça em investigação sobre Fake News, acusando-o de improbidade administrativa e abuso de autoridade. Fachin tem até 48 horas para decidir se manterá Rodrigues no comando da PF.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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