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EUA assume controle de 21% das reservas de petróleo da Venezuela por um século

Por Redação Portal Digital 01/09/2026 às 18:36 2 min de leitura

O governo dos Estados Unidos formalizou um acordo que lhe concede direitos sobre um quinto das reservas petrolíferas da Venezuela pelos próximos 100 anos. A operação será realizada pela North American Blue Energy Partners (Nabep), empresa privada com participação do Departamento de Defesa americano. Segundo comunicado da Casa Branca, os EUA terão garantia de comprar 20% da produção ao custo de fabricação, além de direito de preferência sobre os 80% restantes e poder de veto nas decisões administrativas da companhia.

O pacto, que abrange 17 campos de petróleo com aproximadamente 65 bilhões de barris, representa 21% do total de 303 bilhões de barris de reservas comprovadas do país latino-americano. A presidente interina Delcy Rodríguez justificou a parceria alegando necessidade de investimentos e tecnologia para transformar os recursos em benefício da população. O governo venezuelano prevê injeção de 100 bilhões de dólares em investimentos e arrecadação de 209 bilhões em impostos ao longo de 25 anos, além do aumento da produção diária de petróleo.

No entanto, o acordo enfrenta críticas contundentes de especialistas e grupos ligados ao chavismo. Pesquisadores apontam características neocolonialistas no pacto, evidenciadas pela alteração das leis petrolíferas venezuelanas logo após mudanças no governo, além de questionamentos sobre as condições financeiras. Um analista do setor destacou que a alíquota de royalties proposta representa apenas 4,7% do preço atual do petróleo, significativamente inferior aos padrões históricos do país. Movimentos sociais e organizações de base realizaram protestos em Caracas repudiando o acordo.

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QB3 - MEIO MATERIA

O texto da Casa Branca reafirma a Doutrina Monroe, buscando consolidar a predominância americana na América Latina e afastar influências russas, chinesas e cubanas. Pesquisadores em relações internacionais apontam que a estratégia compromete iniciativas de integração latino-americana, uma vez que utiliza pressão externa para garantir interesses estratégicos em um país vizinho ao Brasil.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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