A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), acionou a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil após a circulação de cartazes apócrifos com ataques pessoais contra ela em pontos do Recife. A campanha informou que foram registrados boletins de ocorrência para que o caso seja investigado.
Os materiais foram encontrados neste domingo (30) e não apresentam identificação de autoria. As peças fazem referências à vida pessoal da governadora e à morte de seu marido, Fernando Lucena, em 2022.
Cartazes contra Raquel Lyra geram reação
Um dos cartazes apresenta uma fotografia da governadora acompanhada de uma acusação relacionada à morte do marido. Outro utiliza uma montagem que coloca Raquel ao lado de duas mulheres condenadas por crimes distintos, com a expressão “Matadoras de maridos”.
Também foi identificado um material com uma imagem manipulada da governadora ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), acompanhada da frase “Chapa anti-Lula”.
Até o momento, não há identificação pública dos responsáveis pela produção ou instalação dos cartazes.
Governadora pede respeito à família
Após tomar conhecimento dos materiais, Raquel Lyra publicou um vídeo nas redes sociais. Emocionada, a governadora pediu respeito à sua família, aos filhos e à memória do marido.
Raquel também afirmou que as autoridades devem investigar a origem dos materiais e tomar as medidas cabíveis diante dos ataques.
Campanha acionará Ministério Público Eleitoral
Além dos boletins registrados junto às polícias Federal e Civil, a coligação Pernambuco de Coração informou que pretende acionar o Ministério Público Eleitoral (MPE).
A intenção é solicitar a investigação sobre a produção e a disseminação dos conteúdos durante o período eleitoral.
O caso ocorre em meio à disputa pelas eleições de 2026 em Pernambuco, marcada por trocas de acusações e episódios envolvendo o uso de redes sociais e materiais de campanha.
João Campos também repudia os cartazes
O candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), também condenou a circulação dos materiais.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele classificou os cartazes como um “completo absurdo” e afirmou que sua campanha não tem relação com o conteúdo.
João Campos também informou que pretende recorrer à Justiça para que a autoria dos materiais seja investigada. O candidato lembrou a morte do pai, o ex-governador Eduardo Campos, durante a campanha presidencial de 2014.
Segundo ele, ataques envolvendo familiares e pessoas que morreram não devem fazer parte da disputa eleitoral.
Outros candidatos condenam os ataques
O candidato Ivan Moraes (PSOL) também se manifestou contra os cartazes. Ele defendeu a identificação e responsabilização dos responsáveis e declarou solidariedade a Raquel Lyra.
O senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) classificou o episódio como parte de uma escalada de agressões na campanha eleitoral de Pernambuco.
Humberto defendeu que a disputa seja concentrada no debate de propostas e afirmou que ataques à honra e discursos de ódio não devem ser normalizados.
Aliados de Raquel Lyra demonstram apoio
Aliados da governadora também divulgaram manifestações de solidariedade.
Eduardo da Fonte (PP), candidato ao Senado na chapa de Raquel, afirmou que os cartazes ultrapassaram os limites da disputa política.
Túlio Gadêlha (PSD) classificou o episódio como uma campanha “imoral, antiética e cruel” contra a governadora e seus familiares.
Mendonça Filho (PL), também candidato ao Senado, chamou os materiais de “absurdos” e “inaceitáveis” e declarou apoio à governadora.
Investigação deve apontar autoria dos materiais
Até o momento, não há confirmação pública sobre quem produziu ou instalou os cartazes. A investigação deverá buscar identificar os responsáveis e verificar se houve violação da legislação eleitoral ou prática de crimes contra a honra.
A Polícia Federal e a Justiça Eleitoral poderão atuar dentro de suas respectivas competências na apuração do caso.
O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa eleitoral em Pernambuco e reforça o debate sobre os limites da propaganda política e dos ataques pessoais durante as eleições de 2026.








