Patrimônios Vivos de Pernambuco: Conheça os 10 Novos

Picture of Redação Portal Digital

Redação Portal Digital

Pernambuco ganhou dez novos Patrimônios Vivos em 2026, ampliando para 125 o número de artistas, grupos e instituições reconhecidos pelo Estado por sua contribuição à cultura e à preservação das tradições populares.

Os homenageados receberam os diplomas nesta segunda-feira (17), em cerimônia realizada no Cinema São Luiz, no Centro do Recife. A seleção foi realizada pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, a partir de 205 inscrições.

O título é concedido a pessoas e entidades que possuem importância sociocultural para suas comunidades e ajudam a manter manifestações tradicionais de Pernambuco.

Patrimônios Vivos de Pernambuco: veja os novos homenageados

Entre os dez selecionados estão representantes de tradições como capoeira, maracatu, samba, coco, artesanato e medicina tradicional indígena.

Os homenageados também passam a receber bolsas vitalícias. Em 2026, o benefício é de R$ 2.479,41 para pessoas físicas e R$ 4.958,85 para grupos e entidades.

Teco de Agamenon

Agamenon Gonçalves Lima Filho é brincante e artesão da tradição dos Caretas de Triunfo. Ele aprendeu a confeccionar máscaras, chapéus, chicotes e roupas ainda na infância e atualmente transmite esses conhecimentos para crianças e jovens.

Família Vitalino

Descendentes diretos de Mestre Vitalino, a família mantém há décadas a tradição da arte figurativa em argila no Alto do Moura, em Caruaru. Atualmente, a atividade chega à quarta e quinta gerações.

Mestre Zé Negão

José Manoel dos Santos iniciou sua trajetória na cultura popular aos 13 anos. Sua experiência reúne manifestações como cavalo-marinho, ciranda, escolas de samba e coco de roda.

Juliana Pankararu

Moradora do Território Indígena Aldeia Saco dos Barros, em Jatobá, Juliana Maria da Silva atua como benzedeira, raizeira e parteira tradicional. Seus conhecimentos foram transmitidos por gerações dentro da família.

Mestra Di também recebe o reconhecimento

Adriana Luz do Nascimento, conhecida como Mestra Di, tem trajetória ligada à capoeira e ao frevo. Ela começou suas práticas culturais aos 13 anos e posteriormente levou a Capoeira Angola para outros países.

O reconhecimento também contempla o Maracatu Cruzeiro do Forte, fundado em 1929, no Recife, e o Grêmio Recreativo Escola de Samba Preto Velho, de Olinda, que possui mais de cinco décadas de história.

Outros Patrimônios Vivos de 2026

Também foram reconhecidos o Barracão de Mãe Nadja, ligado ao Terreiro Kaiangu Kia Itembu; o Mestre João Paulo, referência do maracatu de baque solto; e o Terreiro de Mãe Amara, fundado em 1945 e dedicado à preservação da tradição nagô em Pernambuco.

O reconhecimento dos novos Patrimônios Vivos de Pernambuco reforça a importância de preservar conhecimentos, manifestações e práticas culturais transmitidos entre gerações.

Posts Relacionados

Compartilhar
Twitter
Enviar

Post Anterior

You cannot copy content of this page

Rolar para cima