A manhã desta sexta-feira (15/05/2026) começou agitada com uma nova ofensiva da Polícia Federal. Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), a operação investiga um esquema de corrupção e benefícios tributários irregulares ligados ao grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). Entre os 17 alvos de busca e apreensão está o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL).
O ponto central da investigação é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit e frequentemente rotulado como o “maior sonegador de impostos do país”. Contra ele, foi expedido um mandado de prisão preventiva e o pedido de inclusão na lista da Interpol, já que reside no exterior.
Quem são os Alvos de Peso?
A investigação aponta para uma infiltração do poder econômico em diversas esferas do poder público fluminense:
-
Cláudio Castro (PL): O ex-governador volta ao radar da PF em meio a apurações de irregularidades na gestão estadual.
-
Ricardo Magro (Dono da Refit): Investigado por fraudes no setor de combustíveis que teriam, segundo a Operação Carbono Oculto, envolvimento da facção PCC.
-
Guaraci Vianna (Desembargador Afastado): Afastado recentemente pelo CNJ por proferir decisões consideradas “flagrantemente irregulares” em favor da Refinaria de Manguinhos.
-
Renan Miguel Saad (Ex-procurador do RJ): Exonerado há apenas duas semanas da Procuradoria-Geral do Estado.
-
Juliano Pasqual (Ex-secretário de Fazenda): Teve endereços em Jundiaí (SP) revistados pelos agentes.
A Conexão com o Crime Organizado
O conglomerado Refit vem sendo monitorado de perto desde o ano passado. A suspeita é de que as fraudes no setor de combustíveis não apenas sonegavam bilhões em impostos, mas também serviam como mecanismo de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ricardo Magro, que já foi advogado de Eduardo Cunha e preso em 2016 (sendo absolvido depois), agora enfrenta acusações de corromper agentes públicos para garantir a continuidade de suas operações e evitar o pagamento de dívidas tributárias bilionárias.
Rio de Janeiro: Ciclo de Operações
Com a ação de hoje, mantém-se a triste marca de que todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro nas últimas décadas se tornaram alvos de operações contra a corrupção. A operação de hoje reforça a tese de que o setor de combustíveis é uma das áreas mais sensíveis para a infiltração de organizações criminosas no Brasil.







